"Recebemos denúncias e fizemos uma inspeção como faríamos em qualquer filmagem estrangeira, independente do conteúdo ser desta ou daquela orientação política", afirma Sonia Santana, presidente do Sindcine. Em novembro ela esteve no set de filmagens de "Dark Horse", em São Paulo, para averiguar denúncias de assédio moral e condições inadequadas de trabalho.
Em dezembro o Sindcine Sindcine convocou, por meio de notifição extrajudicial, a produtora GoUp Entertainment para uma reunião, mas apesar de todos os esclarecimentos, a produção não atendeu nem a legislação brasileira nem a Convenção Coletiva dos técnicos do audiovisual. "O argumento deles foi de que, como os técnicos emitem notas fiscais, tratava-se de contrato entre empresas, o que é falso e enganoso: técnicos não são empresas, são trabalhadores com direitos que devem ser respeitados", diz Sonia.
As filmagens terminaram e os técnicos não receberam as horas extras devidas. A produção também não apresentou ao Sindcine os contratos de trabalho com os técnicos. Além de ser uma obrigação legal, é desses contratos que dependem os seguros dos trabalhadores.
Nosso sindicato visitou a Ancine em busca de informações sobre a situação dessa filmagem estrangeira. Descobriu que nada havia sido informado à entidade reguladora. Também acionamos a Superintendência Regional do Trabalho para pedir fiscalização da produtora.
O Sindcine continua trabalhando para que o técnicos que estiveram nessa produção recebam os valores que lhes são devidos das horas extras.